Freiras italianas lançam curso de autodefesa feminina e inspiram movimento global

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Na cidade de Bibbiano, na região de Reggio Emilia, norte da Itália, um grupo de freiras surpreendeu o mundo ao criar um curso gratuito de autodefesa feminina voltado a mulheres de todas as idades.

A iniciativa, que combina técnicas de proteção pessoal e fortalecimento emocional, é conduzida pelas religiosas do Instituto Maria Ausiliatrice e está ganhando destaque internacional como exemplo de empoderamento e prevenção à violência de gênero.

O projeto é realizado em parceria com a associação esportiva Uchi Oroshi Judo e conta com o apoio da Prefeitura de Bibbiano. As aulas acontecem às quartas-feiras durante o mês de novembro, coincidindo com as ações de conscientização pelo Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, celebrado em 25 de novembro.

Um gesto de fé e força: a iniciativa das freiras de Bibbiano

A ideia partiu da irmã Paola Della Ciana, diretora do colégio e também médica e psicoterapeuta, que há anos trabalha com programas de saúde e educação emocional. Segundo ela, o curso nasceu da necessidade de criar um ambiente seguro onde mulheres pudessem aprender a se proteger física e psicologicamente.

“Queremos que elas sintam que têm valor e capacidade de reagir, não apenas com força física, mas também com equilíbrio e consciência”, declarou a irmã Paola a veículos italianos.

As aulas misturam técnicas básicas de judô e defesa pessoal com dinâmicas de autoconhecimento, postura corporal, controle do medo e fortalecimento da autoestima. O objetivo é oferecer ferramentas reais para situações de risco, mas também para a vida cotidiana.

Autodefesa feminina além do tatame

De acordo com os instrutores do projeto, a autodefesa feminina não se limita a aprender golpes ou técnicas de imobilização. O foco está em ensinar prevenção, leitura de ambiente e autoconfiança — atitudes que podem evitar muitas situações de perigo antes mesmo de ocorrerem.

As participantes aprendem:

  • Como identificar sinais de ameaça e reagir com assertividade;
  • Técnicas simples de fuga e defesa, adaptadas para diferentes idades;
  • Estratégias de respiração e controle emocional sob estresse;
  • A importância da consciência corporal e do apoio coletivo entre mulheres.

Essa abordagem completa é o que torna o curso inovador e profundamente transformador. O trabalho une fé, ciência e esporte — mostrando que espiritualidade também pode caminhar ao lado da autodefesa e da proteção da vida.

Apoio local e mensagem global

O projeto das freiras recebeu elogios de autoridades italianas e da imprensa internacional. A Prefeitura de Bibbiano destacou que o programa é uma resposta concreta ao aumento dos casos de violência doméstica e sexual na Europa, e um exemplo de como instituições religiosas podem contribuir para causas sociais contemporâneas.

O curso tem atraído desde jovens estudantes até mulheres idosas da comunidade local. Para muitas delas, é a primeira experiência em uma atividade física voltada à defesa pessoal.

“Não é apenas sobre aprender a lutar. É sobre recuperar a confiança, levantar a cabeça e perceber que posso me proteger”, contou uma das alunas, em depoimento publicado pelo jornal Ansa.

A iniciativa se tornou símbolo de sororidade e empoderamento. A cada aula, mais mulheres se inscrevem, e há planos de expandir o projeto para outras cidades italianas.

Autodefesa feminina e empoderamento: um exemplo que pode inspirar o Brasil

Especialistas em educação física e psicologia apontam que esse tipo de iniciativa poderia ser facilmente adaptado ao Brasil, onde os índices de violência de gênero ainda são alarmantes.
Projetos de autodefesa feminina em academias, escolas e comunidades têm se mostrado eficazes em reduzir o medo, melhorar a postura corporal e aumentar a segurança pessoal.

A união entre técnicas marciais e apoio psicológico é uma das chaves do sucesso. Assim como o programa italiano, a ideia é formar mulheres mais preparadas — física e emocionalmente — para lidar com situações adversas.

O poder da autodefesa feminina está no autoconhecimento

Mais do que um curso, o projeto das freiras italianas é um símbolo. Ele mostra que autodefesa não é sinônimo de violência, mas de consciência e amor-próprio.
A iniciativa valoriza o corpo feminino como um espaço de força e dignidade, e não de vulnerabilidade. E, ao ensinar autodefesa, ensina também respeito, solidariedade e autocuidado.

“Defender-se é um direito humano. Ensinar isso é um ato de compaixão e coragem”, afirmou irmã Paola, reforçando que o programa busca criar uma cultura de prevenção e respeito.

Repercussão internacional e próximos passos

A notícia rapidamente ganhou destaque em portais da Europa, Ásia e América do Sul, incluindo ANSA, Philippine News Agency, Terra e IstoÉ.
A repercussão positiva fez com que outras congregações religiosas demonstrassem interesse em adotar modelos semelhantes de cursos de autodefesa feminina.

Há planos de incluir oficinas específicas para adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade social. O Instituto Maria Ausiliatrice também avalia transformar o projeto em uma iniciativa permanente, oferecendo treinamentos regulares e parcerias com outras escolas.

Conclusão: quando fé, educação e autodefesa se unem

O curso das freiras italianas rompe estereótipos e abre caminho para uma nova forma de empoderamento.
Combinando fé, técnica e ciência, a iniciativa ensina que defender-se é um ato de amor, não de agressão.

Num mundo onde tantas mulheres ainda vivem com medo, projetos como esse mostram que é possível reagir com coragem, preparo e solidariedade.
E, mais do que nunca, a autodefesa feminina surge como um instrumento de transformação — não apenas individual, mas social.

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Fonte:
https://www.ansa.it/english/news/general_news/2025/10/29/nuns-run-womens-self-defence-course_a6361acc-9b3b-4937-9949-bc478844c9b3.html
https://www.pna.gov.ph/articles/1262147
https://istoe.com.br/freiras-italianas-criam-curso-de-autodefesa-para-mulheres

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